O que é o Distúrbio do Sono?

Distúrbios do sono consistem nas dificuldades relacionadas ao sono. É um termo genérico utilizado para designar um conjunto de diferentes doenças e condições capazes de afetar o sono dos pacientes, impedindo-o por completo de dormir ou tornando o sono insuficiente, ou seja, mesmo quando o paciente dorme, ele não consegue se sentir descansado ou mesmo recuperado.

Quais as causas dos distúrbios do sono?

De modo geral, existem muitas causas para os distúrbios do sono. Uma das principais é o estresse. Pacientes que trabalham sob pressão podem apresentar, por exemplo, distúrbios do sono como a insônia e o bruxismo (ranger os dentes durante a noite).

Insônia e sonambulismo também podem ser causados devido ao efeito colateral de alguns medicamentos. Uma das principais causas da apneia do sono é o excesso de peso.

Já a síndrome das pernas inquietas e a narcolepsia são causadas por desordens neurológicas.

Quais os sintomas dos distúrbios do sono?

Podemos destacar como sintomas ou sinais dos distúrbios do sono os seguintes sintomas:

  • Dificuldade de pegar no sono à noite;
  • Cansaço e sonolência durante o dia;
  • Irritação constante;
  • Falta de concentração;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Roncar durante à noite;
  • Mesmo ao dormir durante a noite, acordar cansado e sem a sensação de ter dormido o suficiente;
  • Dor de cabeça.

Entenda como funciona cada fase do sono

O sono tem quatro fases, e cada uma delas é responsável por uma atividade diferente. Dificuldades em qualquer uma das fases do sono pode trazer prejuízos a curto e longo prazo.

Entenda como funciona cada fase do sono:

Fase 1

Abrange 10% da noite. 

Nesta fase, ocorre a transição entre a vigília e o sono. Quando escurece, ocorre a liberação da melatonina no organismo, que induz a sonolência.

Fase 2

Abrange 45% da noite. 

Na fase 2, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, os músculos relaxam e a temperatura corporal baixa. É a fase do sonho leve.

Fase 3

Abrange 25% da noite. 

O corpo funciona mais lentamente e o metabolismo cai. O coração passa a bater em ritmo mais lento e a respiração também fica mais leve

Fase REM

Abrange 20% da noite. 

Esta é a fase do sono profundo. REM, em inglês, significa “Rapid Eye Movement” (movimento rápido dos olhos). É nesta fase em que ocorrem os sonhos, a pessoa tem descargas de adrenalina e há picos de batimentos cardíacos e pressão arterial.

Conheça os 6 tipos de Distúrbios do Sono

Conheça os 6 tipos de Distúrbios do Sono. 

A classificação que agrupa todos eles usa uma metodologia de categorização baseada em diferentes critérios. Entre eles:

  • Causas
  • Síntomas
  • Psicologia 
  • Consequências psicológicas
 

Ao todo, há seis tipos de distúrbios do sono.

1. Insônias 

Ao contrário do que muitos pensam, a insônia não é “uma coisa só”, mas uma “caixinha” de diferentes “tipos de insônias”. Juntas, elas atingem cerca de 73 milhões de brasileiros (dados da ABS – Associação Brasileira do Sono).

Na Classificação Internacional de Distúrbios do Sono, as insônias são caracterizadas como “uma dificuldade repetida de início, duração, consolidação ou qualidade do sono que ocorre apesar de oportunidades e circunstâncias adequadas para dormir, o que resulta em alguma forma de dificuldade diurna”.

Em resumo, a insônia pode se manifestar de modos diferentes para cada pessoa. A maioria dos diagnósticos, porém, encaixam-se em dois tipos:

  • Insônia do Início do Sono, que se refere à dificuldade de cair no sono.
  • Insônia de Manutenção do Sono que se refere à dificuldade em ter um sono contínuo.

2. Hipersonias:

As hipersonias podem ser primárias ou secundárias:

Hipersonia primária. Menos comum, a hipersonia primária é aquela que se sustenta sozinha, sem outros distúrbios ou doenças que causam a sonolência em excesso. São hipersonias primárias, por exemplo, a Síndrome de Kleine-Levin e a Narcolepsia, que atinge aproximadamente 3 milhões de pessoas no mundo todo.

Hipersonia secundária é aquela que ocorre em decorrência de outros fatores, como condições médicas, medicamentos, distúrbios psiquiátricos e até mesmo outros distúrbios do sono, entre outros. 

3. Distúrbios Respiratórios do Sono

Como o nome indica, os distúrbios respiratórios do sono são aqueles em que há uma respiração fora do normal durante a noite. Eles são classificados de acordo com os seus sintomas, causas e formas de tratamento.

Apneia Obstrutiva, mais comumente conhecida como apneia obstrutiva do sono, ou simplesmente apneia do sono, ela é um distúrbio marcado por episódios repetitivos do bloqueio das vias aéreas durante o sono, causando lapsos na respiração.

Apneia Central, caracterizada pela pausa do fluxo aéreo por um período igual ou maior do que 10 segundos durante a qual não há evidências de esforços respiratórios. Isso pode acontecer quando o cérebro não manda os sinais adequados aos músculos respiratórios ou quando os músculos deixam de responder a estes estímulos. 

Síndromes de Hipoventilação, que envolvem níveis elevados de dióxido de carbono no sangue durante o sono. Isso acontece pela falta de movimentos de entrada e saída de ar dos pulmões.

Distúrbio de Hipoxemia do sono, caracterizado pelo baixo nível de oxigênio no sangue durante a noite. No distúrbio de hipoxemia, o oxigênio cai, mas o dióxido de carbono não sobe o suficiente para ser caracterizado como hipoventilação. 

Ronco, que pode ser sinal de um problema de saúde maior. O ronco é o ruído produzido durante o sono causado por um estreitamento das vias respiratórias. 

Catatrenia, caracterizada pela inalação profunda do ar e exalação de modo muito lento, produzindo um som monótono, como um chiado ou gemido. Ela não gera nenhum risco para a saúde do paciente.

4. Distúrbios do Ritmo Circadiano

A característica é a disrupção do ciclo circadiano natural, podendo causar sonolência diurna excessiva, insônia ou ambos. Em outras palavras, são causados pelo desalinhamento entre o horário de sono e o horário em que você realmente deveria estar dormindo. Alguns dos distúrbios do ritmo circadiano são:

Fase atrasada do sono, comumente associada a pessoas de cronotipo mais vespertino e vespertino extremo, que ficam acordadas até muito tarde e têm dificuldade em acordar cedo.

Fase avançada do sono, associada a pessoas de cronotipo mais matutino e matutino extremo, que têm dificuldades importantes quando precisam ficar acordadas até tarde. Atinge cerca de 1% da população de meia-idade e idade avançada.

Síndrome da Má-Adaptação ao Trabalho em Turnos, relacionada à jornada laboral em horários inconsistentes, impedindo a regularidade do sono.

Síndrome de mudança rápida do fuso horário (jetlag), acontece quando viajamos e cruzamos vários fusos horários sem tempo de adaptação.

Transtorno do ciclo sono-vigília diferente de 24h, que ocorre principalmente em pessoas cegas, que não recebem indicações da luz natural indicando quando devem dormir ou acordar. 

5. Parassonias

As parassonias são eventos ou experiências pouco comuns durante o sono, representando um estado limiar entre o despertar e o adormecimento. Há quatro tipos de subclassificação de parassonias:

Parassonias do sono não-REM (NREM), caracterizadas por despertar incompleto, pouca responsividade à intervenção de outras pessoas e funções cognitivas limitadas. 

Parassonias do sono REM, que acontecem na fase do sono em que há movimentação rápida dos olhos, neste caso somada a respiração agitada, aceleração dos batimentos cardíacos e aumento da pressão sanguínea. 

Falar durante o sono ou sonilóquio, que pode acontecer tanto no sono REM como no sono não-REM.

Outras parassonias, que acontecem na maioria das vezes no período de transição entre o sono e o despertar, como a enurese noturna (ou incontinência urinária noturna) e as alucinações do sono.

6. Distúrbios do Movimento Relacionados ao Sono

A principal característica deste tipo de distúrbio do sono são os movimentos noturnos fora do normal que dificultam um descanso de qualidade. A consequência dessa noite mal dormida é um dia menos produtivo.

Alguns dos distúrbios do movimento relacionados ao sono são:

Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), caracterizada por uma vontade incontrolável de mexer as pernas, que começam a se mover involuntariamente. Sem uma única causa definida, a SPI pode piorar com o passar dos anos. 

Bruxismo do sono, um distúrbio marcado pela pressão dos dentes uns nos outros, muitas vezes fazendo movimento de lixa. A mordida de uma pessoa com bruxismo noturno pode chegar a alcançar uma força equivalente a 115 kg.

 As câimbras noturnas também são distúrbios que estão nessa classificação.

Como evitar os Distúrbios do Sono

Se você tem problemas para dormir, saiba que não está sozinho. Mais de um terço da população brasileira sofre de insônia, outros distúrbios e cerca de 45% da população mundial tem problemas para dormir.

 As causas são as mais diversas: estresse, problemas de saúde, problemas cardíacos e quando o problema para dormir se repete todos os dias, ele é considerado crônico. 

Muitas vezes, o problema é que o cérebro das pessoas está ocupado e não pode desligar à noite. Se você acordar à noite, tente estas dicas para melhor fechar os olhos.

Mantenha os pés quentes – antes de subir na cama, coloque um par de meias para ajudá-lo a adormecer mais rápido.

Bloqueie a luz – dormir em um ambiente silencioso, fresco e escuro permite que seu corpo relaxe.

Exercício diário – dedicar tempo à atividade física todos os dias, mesmo que por alguns minutos, reduz o estresse e incentiva o sono reparador.

Minimizar cochilos – um cochilo durante o dia pode renovar energia e refrescar o cérebro. No entanto, evite dormir mais de 30 minutos ou cochilar perto da hora de dormir.

Relaxe com ioga – antes de dormir, dedique algum tempo a fazer alguns exercícios relaxantes de ioga para controlar a respiração, a frequência cardíaca e a atividade cerebral.

Tomar sol – a exposição à luz solar logo de manhã acorda seu cérebro e corpo e promove a atenção durante o dia.

Definir um alarme para dormir – a maioria das pessoas usa um despertador para acordá-los pela manhã, mas é igualmente importante agendar um horário regular para ir dormir.

Como é o tratamento dos Distúrbios do Sono?

Como é o tratamento dos distúrbios do sono?

O tratamento dos distúrbios do sono vai depender do tipo de distúrbio que o paciente possui e das suas causas.

Em alguns casos,  os pacientes podem precisar fazer uso de medicamentos para tratar a condição e melhorar a qualidade do sono. Em outros casos, é preciso adaptar a  sua rotina, evitando o uso de cafeína à noite e fazendo a higiene do sono. 

Medidas de gerenciamento de estresse também ajudam a melhorar a qualidade do sono, especialmente nos casos de bruxismo e de insônia.

O que fazer para ter uma boa noite de sono?

Chegar em casa pelo menos três horas antes do horário de dormir. Deixar bem claro para você mesmo que seu dia de trabalho acabou pelo menos duas horas antes de dormir, quando então deverá tomar banho, ler e relaxar. 

Não se deve ir para a cama sem sono. Não se deve usar a cama para planejar o dia seguinte, ler, assistir TV. A atividade sexual não traz problemas. Ter sempre um horário regular para se deitar e levantar. 

Evitar o consumo de alimentos excitantes, de bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína; comer muito próximo ao horário de dormir também não é recomendado. 

Se não pegar no sono após 15 ou 30 minutos, levante-se e vá para outro recinto ler. Evitar assistir TV, principalmente programas muito excitantes. Não realizar exercícios intensos próximo ao horário de dormir. Manter as regras inclusive nos finais de semana. Se estiver roncando, mesmo que lhe pareça o contrário, você pode não estar dormindo bem. Ao acordar, deixe a luz do sol entrar em seu quarto.

Ao perceber qualquer alteração, procure um médico neurologista. Ele é o profissional mais indicado para analisar seu sono.

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Dicas para melhorar a qualidade do sono

Em geral, a maioria dos adultos saudáveis precisam de sete a nove horas de sono por noite – mas alguns indivíduos conseguem funcionar sem sonolência ou sonolência após apenas seis horas de sono, e há aqueles que não conseguem se apresentar no máximo, a menos que durmam por dez horas. 

Auxiliares de sono, um ambiente propício ao sono, técnicas de relaxamento e horários de sono podem nos ajudar a conseguir uma boa noite de sono.

Não coma nem beba muito perto da hora de dormir;

Use a cama e o quarto apenas para dormir e ter momentos de intimidade com seu parceiro;

Evite álcool e nicotina, especialmente antes de dormir;

Mantenha um diário do sono para identificar seus hábitos e padrões de sono que você pode compartilhar com seu médico.

 

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